Quem somos nós

A Associação Ibero-Americana de Psicologia Jurídica (AIPJ) foi fundada por um grupo de colegas e amigos como forma de compartilhar conhecimento, pesquisas e trabalhos desenvolvidos em seus respectivos países na área de Psicologia Jurídica e Forense. Atualmente, a Associação reúne profissionais de 20 países ibero-americanos, e esperamos que muitos outros se juntem nos próximos anos.

Missão

Visão

Até o início da década de 1970, a psicologia jurídica era pouco visível, sendo vista apenas como mais uma forma de intervenção dentro da psicologia. Foi a partir de então que os primeiros profissionais da psicologia, principalmente ligados a prisões, tribunais e clínicas médico-legais, e até mesmo à prática privada, começaram a demonstrar uma nova aplicação da psicologia em contextos judiciais. Ao mesmo tempo, outros colegas já dedicavam seu trabalho ao estudo, ao ensino e à pesquisa; ligados principalmente a universidades e outras áreas do conhecimento, abriram caminho e criaram um espaço para a introdução do campo nascente da psicologia jurídica, também na área da educação.

Em 1991, iniciaram-se os primeiros contatos profissionais entre colegas das Américas e da Espanha. Um ano depois, em 1992, no Ibero-Americano Congresso de Psicologia, graças à significativa influência e trabalho de diversos colegas, destaca-se a atuação do psicólogo penitenciário Juan Romero, que, juntamente com Javier Urra e Serafín Martín, entre outros, da Espanha; Elías Escaff, do Chile; Eric Chargoy, do México; A distinta participação dos professores Dr. Osvaldo H. Varela, Roberto Álvarez e Juan del Popolo, da Argentina, contribuiu para a área da psicologia jurídica, juntamente com outros colegas de toda a América. Posteriormente, no ano seguinte, realizou-se o 24º Congresso Interamericano de Psicologia no Chile, e um grupo de colegas concordou em organizar o Primeiro Encontro Internacional de Psicologia Forense, que ocorreu em julho de 1993 na Faculdade de Psicologia da Universidade de Buenos Aires (UBA).

É nesse contexto que, em 14 de julho de 1993, em Buenos Aires, Argentina, foi fundada a Associação Ibero-Americana de Psicologia Jurídica. Isso ocorreu após a decisão de um grupo de psicólogos atuantes na área jurídica de se unirem e criarem um espaço para intercâmbio profissional. Sem ainda se darem conta, estavam, na verdade, consolidando um ramo da psicologia que crescia continuamente em toda a América Latina.

Assim, perto da Universidade de Buenos Aires (UBA), assinaram um documento que estabelecia uma entidade civil sem fins lucrativos e de utilidade pública, denominada "Associação Ibero-Americana de Psicologia Jurídica (AIPJ)". Nessa mesma reunião, definiram a estrutura, o nome, os objetivos institucionais, a diretoria e as autorizações da associação. Também nessa reunião, foram eleitos os representantes e autoridades de cada país; esses indivíduos foram os fundadores e a força motriz por trás desse projeto coletivo.

A AIPJ busca promover a excelência, a comunicação e a ética na prática profissional da psicologia, especificamente na área da Psicologia Jurídica e Forense. Isso é alcançado por meio do desenvolvimento de atividades conjuntas com instituições, pessoas afiliadas e outros profissionais da área. Criamos programas contínuos de formação e desenvolvimento dentro de uma estrutura de respeito ao ser humano, baseada em princípios científicos, éticos, jurídicos e de corresponsabilidade psicossocial. Além disso, compartilhamos a vasta experiência de cada profissional das diversas áreas abrangidas pela Psicologia Jurídica.

Com base em nossos valores compartilhados e nos princípios científicos e éticos que nos definem, buscamos liderar os processos de ensino e aprendizagem na Especialização em Psicologia Jurídica e Forense. Apoiamos a prática profissional de colegas que prestam depoimentos periciais em toda a América Latina e Península Ibérica, bem como a prática diária de intervenção direta com vítimas e agressores, familiares, menores e outros. Sempre nos esforçamos para garantir que esses laudos periciais, assim como todos os tipos de intervenções, sejam de alta qualidade, cumpram seu propósito de assessorar as autoridades judiciais e, fundamentalmente, promovam a saúde e o bem-estar dos indivíduos que atendemos e da sociedade em geral.

Valores

Como AIPJ, nos concentraremos nos seguintes princípios:

  • Respeito à dignidade de todas as pessoas e nações.

  • Assistência médica competente, entendida como o bem-estar de cada pessoa.

  • Integridade e probidade na prática profissional.

  • Responsabilidades profissionais e científicas para com a sociedade.

Objetivo

Facilitar a troca de conhecimentos e práticas, bem como o diálogo ibero-americano na formação, educação, pesquisa e prática da especialidade de Psicologia Jurídica e Forense. Aspiramos a fomentar uma cultura de respeito profissional, baseada no trabalho colaborativo e interdisciplinar, guiada pelos princípios éticos que definem as diversas ciências envolvidas no processo judicial: durante o manejo do caso, a elaboração da sentença e os subsequentes processos de acompanhamento, assessoria ou apoio às partes; sempre tendo em mente o bem último do indivíduo, seu direito a receber tratamento digno e atenção justa, de maneira oportuna e adequada.

Primeiras Autoridades da AIPJ

A primeira comissão constituinte da AIPJ foi composta por: Norma Miotto, Presidente (Argentina); Juan Romero Rodríguez, Vice-Presidente (Espanha); Elías Escaff Silva, Secretário Científico (Chile); Juan H. del Popolo (Argentina), Secretário Geral; e Dora Beatriz Greiff (Argentina), Tesoureira.

Primeiros Representantes do país:

Argentina: Osvaldo Varela

Brasil: Tania María e José Aiello Tofolo

Colômbia: Carlos Larrarte

Chile: Pado Araneda Jara

EUA: Luis Rosell

Espanha: Javier Urra Portillo

México: Eric Chargoy

Uruguai: Ana María Bemposta

A Carta de Fundação termina com a assinatura de profissionais de oito países ibero-americanos: Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Estados Unidos, Espanha, México e Uruguai.

As seguintes pessoas assinaram esta Carta de Fundação: Norma Miotto (Argentina), Alba Arias (Argentina), Alicia Errose Peña (Argentina), Dora Beatriz Greif (Argentina), Francisco Almada (Argentina), Héctor Roberto Álvarez (Argentina), Hugo Lupiañez (Argentina), Jorge Bertea (Argentina), Juan Del Popolo (Argentina), Lilia Teresa Rodríguez (Argentina), Liliana Angelina de Licitra (Argentina), Manuel Edgardo Quiroga (Argentina), María Adela López Estrada (Argentina), María Amalia Cejas de Scaglia (Argentina), María Elena Chicatto (Argentina), Marta Castelli Perkins (Argentina), Nidia Mercedes Nievas de Nacer (Argentina), Norma Cristina Bassani de García (Argentina), Osvaldo H. Varela (Argentina), Patricia Ferreyra D'Eramo (Argentina), Ricardo Héctor Ruiz (Argentina), Roxana Laura Marqués (Argentina), Sara de las Mercedes Auatt (Argentina), Silvia María Marinelli (Argentina), Silvia Mosquera (Argentina), Silvia Nélida García (Argentina), Susana Sogoloff (Argentina), Teresa María Haberlin (Argentina), Claudia Cohen (Brasil), Lidia Rosalia Folgueira Castro (Brasil), Tania María José Aiello Tofolo (Brasil), Yara Bastos Correa (Brasil), Carlos Larrarte (Colômbia), Liliana Maya (Colômbia), Elias Scaff (Chile), Pablo Aramedia (Chile), Frida Spiwek Rotlewicz (EUA), Leuis Rosell (EUA), Elisa Alfaro Ferreres (Espanha), Javier Urra Portillo (Espanha), Juan Romero (Espanha), Serafín Martin (Espanha), Eric Chargoy (México) e Ana María Bemposta (Uruguai).

Passaram-se várias décadas e nossa Associação organizou treze congressos: o primeiro em 1995 em Santiago, Chile; o segundo em 1997 em Havana; dois anos depois, nos reunimos em São Paulo; e em 2001, em Madri. A celebração de nossa primeira década nos trouxe de volta a Santiago, Chile. Em 2006, nos reunimos na Colômbia, e nosso último encontro foi novamente na Espanha, em Tenerife, em 2008. Em 2012, mudamos para Quito, Equador. Dois anos depois, em 2014, nossa sede foi em Barranquilla, Colômbia. Lisboa, Portugal, nos acolheu em 2016, e em 2018, Viña del Mar, Chile, foi nossa sede. A cidade de Cancún, México, foi nossa hospitaleira anfitriã em 2020 (2022), e em 2024, a psicologia jurídica foi levada para Valência, Espanha. Em 2026, estaremos em Lima, Peru.

Acreditamos firmemente que a Associação possui um forte poder de convocação para reunir profissionais dedicados à Psicologia Jurídica de ambos os lados do Atlântico. Sabemos que cada vez mais de nós estamos interessados ​​em trocar experiências e conhecimentos, e que esta Associação é o canal perfeito para essa troca. Todos sentimos que existem fortes laços entre colegas de diferentes países e que, mesmo as abordagens profissionais e científicas têm cedido espaço às emoções e às conexões afetivas. Sentimos que hoje temos mais emoções do que razões para justificar a realização de cada novo evento.

Mas, além do que sentimos, acreditamos ou sabemos, os dados demonstram que é esse o caso: a Associação Ibero-Americana de Psicologia Jurídica tem servido e continua a servir para reunir progressivamente um número cada vez maior de profissionais de diferentes países e fomentar o crescimento desta aplicação da Psicologia.

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